Archive for Maio, 2006

Ideias para reactivar o rural galego

Posted in Rural on Maio 25th, 2006

Na Galiza há infinidade de pequenos núcleos que forom perdendo populaçom e onde a pouca que queda é já velha. Há catalogadas mais de 200 aldeias já abandonadas.

Para remediar isto é preciso um projecto global (tipo da rede de aldeias com encanto d'O Couto).

Poderiam-se levar a cabo campanhas de sensibilizaçom dirigidas á protecçom do património arquitectónico.

As intervençons deveriam ir enfocadas cara a creaçom de emprego, mas tamém ao aproveitamento turístico das aldeias. Neste senso, algumas propostas som a reabilitaçom das construcções mais emblemáticas como alojamentos ou restaurantes nos que degustar os productos típicos da zona, a organizaçom de visitas didácticas durante as épocas de menos afluência, a recuperaçom dos velhos caminhos para organizar roteiros de sendeirismo, etc.

A captaçom da mozidade é fundamental. Nestes tempos preve-se um auge dos produtos ecológicos, e neste ámbito Galiza pode ser pioneira. A creaçom de cooperativas facilitaria a incorporaçom da mulher e permitiria desenvolver um mercado tanto de produtos tradicionais como de outros menos explotados (caracois, algas...), e incluso de trabalhos artesans.

Quase todas as aldeias galegas reunem as condiciões necesárias para poder desenvolver um projecto de estas características, no que tamém haveria que incluir o aproveitamento do património histórico–artístico e dos recursos naturais desde um punto de vista tanto cultural coma lúdico.

Chuzame! A Facebook A del.icio.us A Technorati A Fresqui A Menéame A Digg A Reddit A Twitter A MySpace A Barrapunto A Google

A bandeira do Orçam poderia ser ilegal

Posted in Repressom on Maio 25th, 2006

O Concelho da Corunha vai ter de retirar a bandeira espanhola de grandes dimensões que chantou o ex-alcaide Francisco Vázquez no paseio do mar ártabro corunhês ou ponher-lhe ao lado esquerdo umha bandeira galega de iguais dimensões. Resulta que a actual situaçom é ilegal. A Lei de Símbolos de Galiza, no seu artigo 5, dispom que “a bandeira de Galicia utilizarase conxuntamente coa de España en todos os edificios públicos no ámbito territorial da comunidade autónoma e nos actos oficiais que nela se celebren”.

Ao abeiro desta lei, umha pessoa da Corunha, cujo nome nom quere que saia ainda á luz, interpuxo umha demanda no contencioso administrativo que foi admitida a trámite e que, juristas consultados, nom duvidam que tem todas as de ganhar por quanto “a legislaçom é clara e taxativa”.

O Concelho da Corunha, ademais de estar gastando miles de euros cada mes na vigilância da bandeira espanhola, está conculcando a Lei de Símbolos de Galiza pola que debe de reger-se.

Ainda assi, achamos que o actual alcalde, Xavier Losada, nom vai ser quem de rachar coa dinámica imposta pelo seu antecesor e que, coma este com o topónimo, vai desafiar a legalidade, e tratar de encerelhar-se em recursos judiciais que vam em detrimento dos petos dos cidadáns corunheses.

Chuzame! A Facebook A del.icio.us A Technorati A Fresqui A Menéame A Digg A Reddit A Twitter A MySpace A Barrapunto A Google

Convocada concentraçom por Diego Vinha diante do quartel, sábado 27

Posted in Eventos on Maio 24th, 2006

O C.S. Atreu! da Corunha convoca umha concentraçom o dia 27 de Maio (sábado). 12:00 na rotonda do polígono de Sabóm (Arteixo)

22 de Setembro de 2004: O moço corunhês de 22 anos Diego Vinha Castro morria, em circunstáncias ainda hoje nom aclaradas, no quartel da Guarda Civil de Arteixo.

A verssom policial nom duvidou em qualificar o feito de suicídio mas os féitos monstram a responssabilidade dos Guárdias Civís que actuaram.

O dia 21 de setembro de 2004, o pai de Diego em estado de embriaguez, apressenta denúncia contra o seu filho no quartel da Guárdia Civil de Arteixo por supostos maus tratos, apressentando únicamente um parte de lessons no que constava "nom se objectivam lessons"; à saida de dito lugar é interceptado por umha patrulha da Guárdia Civil de tráfego que lhe detecta umha taxa de alcolémia de 0.73 mgr/l. A pessar de nom ter nengum dado que justifica-se a detençom, os agentes pessoaram-se no domicílio do denunciante procedendo à detençom de Diego.

Já nos calabouços, os medicamentos que necessáriamente tinha que tomar Diego forom-lhe conscientemente negados (na cartéira portava a recéita e a dose que tinha de tomar). Por falha da medicaçom, o estado de ansiedade de diego agravou-se e os Guárdias Civís virom-se obrigados a translada-lo ao centro de saúde de Arteixo incumprindo, novamente, a prescriçom médica de translada-lo a um centro especializado para receber um tratamento adequado.

Conduzido de novo aos calabouços, o estado de Diego agrava-se. Nessas horas agónicas, Diego nom deixou de proferir berros. A pessar disso as câmaras de segurança que os calabouços tinham instaladas permanesciam desligadas no sinal de vídeo. Ao redor das 5 da tarde produce-se um lapso de silêncio e os agentes baixam aos calabouços e atopam ao detido aforcado com os seus próprios pantalons pendurado da parte superior da sua cela. Para alêm, os pantalons com os que supostamente se aforcara forom tirados ao lixo por um Guárdia Civil impossibilitando a sua análise para o esclarescimento dos factos. Assimesmo deixa-se sem explicar por quê é que aparescem vómitos na parede do pasilho fóra da cela.

Ademais de estes féitos, produce-se umha injustificada extenssom do tempo de detençom já que os Guárdias Civís acordaram prolongar o tempo de detençom 24 horas mais (data do juiço rápido) sem que existissem indícios racionais para acordar tam grave medida e sem practicar nengumha diligência de averiguaçom nem actos de instruiçom (o detido já prestara declaraçom, as testemunhas e a vítima já foram citadas, nom se solicitara nengumha medida de afastamento...)

Por todo isto, a Associaçom PreSOS Galiza apressentou umha denúncia na Fiscalia do Tribunal Superior de Justiça da Galiza que vém de ser admitida o dia 6 de Março de 2006. Nela denuncia-se a Carlos Vinha Penha como autor responssável de um delicto de denúncia falsa. Ao Comandante do posto da Guárdia Civil de Arteixo (G00402P), e aos agentes G98967J, W97788Z e 34896949 po-lo delicto de homicídio dolosso. Ao Comandante, aos W97788Z e 34896949, e mais aos agentes Q47830 e T68012Z, po-lo delicto de detençom ilegal. E finalmente ao agente P06799U como autor responssável de um delicto de encubrimento.

Chuzame! A Facebook A del.icio.us A Technorati A Fresqui A Menéame A Digg A Reddit A Twitter A MySpace A Barrapunto A Google

Montenegro decide o seu futuro este Domingo

Posted in Autodeterminaçom on Maio 19th, 2006

A república de Montenegro convocou um referendo para o vindeiro 21 de Maio do que dependerá continuar baixo a jurisprudência do recém criado estado de Sérvia-Montenegro ou o poder constituir-se em estado próprio. A desintegraçom da antiga Iugoslávia ainda nom rematou e disso dam boa conta os territórios como o que nos ocupa, num intento de procurarem a sua identidade como povo e garantí-la coa dotaçom dum estado.
Montenegro independent
Montenegro é umha república situada na península dos Balcans. Limita com Albánia, Sérvia, a regiom sérvia de Cosova, Bosnia-Hercegovina e cumha parte de Croácia. Cuns 650.000 habitantes, maiormente montenegrinos, mas tamém sérvios, albaneses e bosníacos, entre outros. A cidade mais povoada é Podgóritsa, a capital. Em dous dias os eleitores atoparam-se coa pergunta: Deseja que a república de Montenegro seja um estado independente com plena legitimidade conforme o Dereito Internacional? Seja qual seja o resultado, quando menos ham poder decidir o seu futuro e sobre ele.

A posibilidade desta consulta já aparece no texto constitucional de Sérvia Montenegro umha vez pasados três anos da constituiçom do Estado, circunstáncia que se da neste caso ao ser a data de criaçom no 2003. Perto de 480.000 eleitores estam chamados a votar num procedimento que se terá em conta se a participaçom supera o 50 por cento, segundo. Para que o si se considere válido, deveram votar, como pouco, o 55 por cento dos montenegrinos. Hoje remata tamém a campanha, a 48 horas de que se celebre o referendo.

Segundo Vilaweb, votaria o 87% da povoaçom, que outorgaria a vitória cumha margem escassa aos que prefirem a independência de Sérvia, um 56,3% dos votos, contra os que prefirem a situaçom actual unidos a Sérvia, o que suporia um 43,7% dos sufrágios. Este estudo confirma a vontade, ainda que tímida, de começar umha nova etapa com decissom própria. No que respecta aos líderes políticos, o governo montenegrino e o primeiro ministro, Milo Djukanovic, som favoráveis á independência, igual que o presidente da república, Filip Vujanovic. Mália ter o governo a favor, nom é assi o caso da oposiçom, co que a opiniom em torno a constituírem-se ou nom como estado vai estar bastante igualada.

Chuzame! A Facebook A del.icio.us A Technorati A Fresqui A Menéame A Digg A Reddit A Twitter A MySpace A Barrapunto A Google

Nom mais repressom: Tod*s com A Esmorga

Posted in Repressom on Maio 17th, 2006
O Centro Social d'A Esmorga (Ourense) vem de ser precintado pola polícia local a passada sexta-feira 12 de Maio, por ordem de Aurelio Gómez Villar, concelhal de Comércio da cámara municipal. A razom alegada por esta é o incumplimento das normativas municipais relativas ao espaço físico do local, normativa que nom se aplica a outros locais de ámbito associativo, mas que neste caso é um pretexto para acabar com umha iniciativa sócio-cultural que lhes resulta molesta demais.
As actividades convocadas pol'A Esmorga mantenhem os seus horários, mas vam ser realizadas noutros espaços, mesmo na rua se for preciso.
Aliás, combinaremos amanhá sábado às 18:00 na porta do centro social para começar os actos de protesto, e depois todos os dias às 20:30 no mesmo local para coordenar-nos.
Para qualquer outra informaçom ficam os contactos:
aesmorga@agal-gz.org
acaesmorga@yahoo.com.brPodem fechar-nos com mil candados, mas esquecem que nós somos a chave!
precinto_ou

Isto nom é mais que mais umha tentativa de criminalizaçom do movimento associativo galego. Mas nom devemos ficar calados, temos de mobilizar-nos, manda o teu protesto ao concelho: buzon@ourense.es.

Chuzame! A Facebook A del.icio.us A Technorati A Fresqui A Menéame A Digg A Reddit A Twitter A MySpace A Barrapunto A Google

Moncho Reboiras está vivo!

Posted in Humor on Maio 12th, 2006

Notícia de última hora, o nosso mártir mais conhecido, Xosé Ramón Reboiras Noia nom está morto.

Após 30 anos da sua suposta morte resulta que estaba agochado vivendo num pendelho dumha aldeia de Messia.

choutos: Ao parecer aquel (já nom)trágico 12 de Agosto a polícia franquista em plena persecuçom confundiu-te com um vagabundo que passaba por alí, nom é?.

Ramón: Aquel dia mais que morrer voltei a nascer. Conseguim escapar, mas quando vim que achabam que esse pobre home era eu decidim desaparecer um tempo, nom fóra o demo que se decatasem e voltassem por mim!

c: Está claro, o medo é livre. Mas por que tarda-ches tanto en sair? o franquismo acabou há já tempo...

R: Bom, tardei bastante em ter conexom a internet (que foi como me enterei), logo ponher-me ao dia de todo... umha léria. Vim que já era umha lenda e nom sabia que fazer, ser mártir é umha responsabilidade.

c: Internet? entóm igual te temos lido nalgúm foro sem saber que eras ti.

r: Claro, estivem tempo enganchado ao foro de Vieiros (até que o reformarom, agora é umha merdinha), firmaba como "Galego...".

c: Que foi o que te levou a tomar a decisom de sair?

M: Já estaba algo aborrecido e acheguei-me a uns cinemas da Corunha. Que ainda que é bem sabido que som do Celta, queria ver Galatasaray-Depor.

c: A que te vas adicar agora? de que pensas viver?
M: Ao princípio suponho que me chamaram de algúm programinha da televisom, já sabes que estas cousas lhes encantam. Logo verei de falar com Quin a ver se me da algumha conselheria ou algo.

c: Enchufe???
M: Bem o mereço ou?

c: Obrigado pela atençom Moncho.
M: Até mais ver!

Chuzame! A Facebook A del.icio.us A Technorati A Fresqui A Menéame A Digg A Reddit A Twitter A MySpace A Barrapunto A Google

Heliocoptero dixo:

Posted in Opiniom on Maio 11th, 2006

1) A diferença de pronúncia em nada determina que sejam línguas distintas: a mesma distinção fonética encontras entre o português do Porto e o de Faro, o de Lisboa e o da Madeira ou dos Açores: acentuação distinta, vocabulário próprio, fonética peculiar, contracção de palavras e expressões. Ainda assim, não deixa de ser português. A pronúncia apenas não é suficiente para considerar duas formas de falar como línguas distintas.

2) As diferenças que existem entre o galego e o português são da mesma ordem, tal como são, aliás, as diferenças entre o português do Brasil e o português de Portugal. Se em terras de Vera Cruz eles precisam de legendas para entender o que se diz em Portugal, em terras portuguesas isso não é preciso (nem nunca foi): o problema está em que enquanto nós portugueses estamos habituados ao sotaque brasileiro, os brasileiros têm um contacto muito mais reduzido com o sotaque de Portugal. Mas entendo que um castelhano como tu sinta dificuldades em perceber o que os outros dizem e pense que sotaques diferentes equivalem a idiomas distintos: o grau de compreensão de línguas estrangeiras nunca foi muito grande por esses lados e no Estado espanhol os filmes são dobrados. O mal é o mesmo que o dos brasileiros: falta de hábito!

3) A pretensão de preservar a identidade linguistica da Galiza não é equivalente a querer a união politica da mesma nação com Portugal, do mesmo modo que a unidade linguistca luso-brasileira não advoga um Estado luso-brasileiro. Também a Austria não procura uma união política com a Alemanha, muito embora a língua nos dois países seja o alemão, nem os cantões suiços de língua francesa estão a pensar em unir-se a França.

4) A Galiza é uma nação, tal como a Catalunha e o País Basco. Constitui uma entidade histórico-cultural distinta do resto de Espanha e a existência da nação galega é indirectamente reconhecida no actual Estatuto Autonónimo Galego, onde a Galiza é referida como uma "nacionalidade histórica". Ora, se há uma nacionalidade, há consequentemente uma nação, que só não é mencionada com todas as letras porque o Estado espanhol vive ainda a fantasia de uma Espanha una e mononacional.

A mim dá-me bastante "lástima" uma Espanha que ainda não acordou do sonho colonial, que insiste em manter duas cidades-colónias em Marrocos, mas acha que tem autoridade moral para pedir Gibraltar de volta. Parece que a sua vida é uma eterna miragem franquista, a mesma que insiste que Espanha é um Estado uno, monocultural e mononacional. Mas as miragens não duram para sempre...

Fonte

Chuzame! A Facebook A del.icio.us A Technorati A Fresqui A Menéame A Digg A Reddit A Twitter A MySpace A Barrapunto A Google