Um galego no Império Pequeno

Além da linha inimiga

September 27th, 2007 at 4:28 pm

Mutismo policial sobre ataque com bomba em Mugardos

in: Opiniom

ImageAo contrário que em passadas ocasions, as autoridades espanholas na Galiza mostrárom-se bastante discretas na hora de informar sobre a explossom acontecida na passada segunda feira, a 500 metros das instalaçons de Reganosa. O tipo de ataque e o seu trasfundo político, em momentos em que avança a oposiçom à regasificadora, levárom Ameijeiras a apontar a autoria independentista. Porém, preferírom chamar ao mutismo informativo para nom dar mais releváncia a sabotagens da resistência galega. Ao que parece, o explosivo era de fabricaçom caseira, e tinha semelhanças com os que causárom desperfeitos em urbanizaçons de Nigrám e Cangas, e ameaçárom a construtora do dirigente do PP burelês, ‘construcciones Mon’. Com a falta de rigor habitual, os meios empresariais assinalárom que ‘a bomba parecia-se com a utilizada para atacar o AVE’. Curiosamente, estes mesmos meios informavam há meses que as obras do AVE foram sabotadas com simples gasolina. Assi aconteceu no Eixo (Compostela) e em Meanho, com o incêndio de um guindaste e cinco camions de grande tonelagem. Mistério na autoria? O modus operandi das sabotagens independentistas dá lugar às especulaçons mais diversas dos meios empresariais. Os ataques nom sempre coincidem nas formas, e intercambiam-se artefactos mui elaborados com simples incêndios, ou até roturas de cristais. Por vezes, umha comunicaçom anónima reivindica acçom, e em outras ocasions a assinatura ‘resistência galega’ identifica a motivaçom dos autores. O delegado do governo na Galiza, M. Ameijeiras, tem elevado o tom das suas ameaças contra os grupos que se identificam com a rúbrica ‘resistência galega’, sem que até o momento as suas forças de seguridade deram passos para a frente. Reganosa no alvo. Para além de ser um objectivo de sabotagens independentistas, Reganosa é umha das bestas negras do movimento popular galego. O Comité de Emergência da Ria de Ferrol tem combatido esta instalaçom com umha estratégia massiva de desobediência civil pacífica. As autoridades do bipartido tenhem aplaudido as malheiras policiais na passada Primavera. Juntam-se os ‘clássicos’ da desfeita. Reganosa é umha instalaçom ainda pendente de autorizaçom legal para liquar o gás. Tem dous tanques que acumulam 150000 m3 de GNL cada um, e está classificada como perigosa pola Directiva Europeia Seveso II. Qualquer acidente grave apagaria Mugardos e parte de Ferrol do mapa da Galiza. Por trás desta despensa energética acham-se, além do bipartido, os grandes conglomerados empresariais responsáveis polas maiores desfeitas na Galiza. O grupo Caixa Galicia (um dos protagonistas de ENCE), Caixa Nova (com ambiciosos planos de especulaçom urbanística), Endesa e Fenosa (volcadas para o aproveitamento eólico e a destruçom dos montes), ou o próprio Tojeiro, dedicado ao sector da alimentaçom, e envolvido adoito em conflitos laborais com os trabalhadores e trabalhadoras sindicadas.

Fonte: GalizaLivre.org 

-

Comments are closed.