Um galego no Império Pequeno

Além da linha inimiga

October 6th, 2007 at 1:59 pm

Ameaçam com ataques aos interesses de Reganosa

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Um extenso comunicado, recebido nas redacçons de Vieiros e da Rádio Galega, assume a colocaçom dum artefacto explosivo na paróquia de Mehá, em Mugardos, no passado 24 de Setembro, e enquadra-o na ‘luita popular contra Reganosa’. Os autores ou autoras da comunicaçom exponhem as suas razons para opor-se à grande infraestrutura e ameaçam empresas e pessoas ligadas ao negócio energético.O comunicado remata com a legenda ‘a Terra é nossa e nom de Reganosa’.

Dizem os supostos autores da sabotagem que ‘a terminal de gás liquado nom é umha infraestrutura necessária para a Galiza’, e entendem que ‘o povo deve de ser consultado sobre as grandes decisons que lhe afectam’.

O mercado da energia.

Numha análise bastante extensa da localizaçom da factoria, o comunicado diz que a empresa é apenas estratégica para o negócio gasista integrado por Fenosa e Endesa, ‘baixo a direcçom do governo de Madrid.’ Continuam a afirmar que ‘a Galiza nom pode ter independência energética real sem umhas bases de regimem energético próprias’. Denunciam aliás que marcha do país mais do 40% da energia produzida, sem compensaçom de nenhum tipo. Boa parte deste gás, continuam, ‘será utilizado para produzir electricidade por umha multinacional americana (em referência a Alúmina), que a enviará fora do país.’

Ameaças.

O comunicado remata em tom ameaçante: ‘o sucedido é um exemplo doloroso de que diante das razons de estado e das enormes influências dos grandes grupos económicos, as nossas discretas vidas, os nossos alforges carregados de preciosas razons e de emocionadas palavras, valem bem pouco. Eles já falárom, falárom a única linguagem que dominam, a imposiçom, a prepotência e a repressom. Agora toca-nos a nós.’

Ameijeiras repete-se.

No entanto, o delegado do governo espanhol repetiu as palavras de rigor, e adjudicou a acçom de Mugardos aos grupos independentistas que atacárom em meses passados interesses imobiliários na costa.

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  • Oscar de Lis
    12:29 pm on October 9th, 2007 1

    Concordo plenamente em que o povo deve ser consultado perante as situaçons que lhe afectam grandemente. Outros povos o fazem como mais um dos recursos da sua extensa e intensa democracia, e acho que isso é mesmo bom. O que acontece é que estes senhores, os que redigírom esse comunicado, também nom tem a segurança de estarem a representar o povo. Bem antes, o que fazem é umha interpretaçom mais ou menos interessada desse mal-estar que está a calhar na populaçom sem que os chamados poderes representativos (é dizer, o governo) esteja a fazer nada. Em qualquer caso, sem entrar a valorar se esse aproveitamento da situaçom é legítimo, as formas empregues som apercebidas, polo conjunto da populaçom, até, como absolutamente deslegítimas e desnecessárias. Sabotagens deste tipo som contraproduzentes porque a sua via é facilmente criminalizável (criminaliza-se a si própria), e porque se lhe oferece ao tramado desinformador espanhol mais motivos para desenvolver de modo esperpéntico a sua criminalizaçom sem que isso vaia resultar suspeitoso aos leitores. Por outras palavras, agindo assim é que se lhes dá a razom.

  • choutos
    3:48 pm on October 13th, 2007 2

    Bom, e que é que se pode fazer?