Um galego no Império Pequeno

Além da linha inimiga

November 13th, 2007 at 11:21 am

De novo, a ponte Casabranca-Bastiagueiro

in: Opiniom

Um artigo que me pareceu de interesse, tirado de: Nós-UP

 

De novo devemos referir-nos a um velho projecto da camarinha de Francisco Vásques, recentemente tirado da geladeira, onde permanecia aletargado trás o amplo rejeitamento social e político colheitado.

Javier Losada vem de mencionar de novo publicamente a sua intençom –quer dizer, da nom renúncia explícita passamos à intençom manifesta – de construir umha ponte que una Casabranca com Bastiagueiro, mesmo à altura da praia. No seu dia, representantes do movimento vizinal e de outras forças políticas – isto foi antes das eleiçons autárquicas – replicarom às pretensons do governo local corunhês que, em todo caso, a prioridade teria que ser a construcçom de um novo carril na ponte da Passagem, e nom construir novas pontes. Hoje Losada, parece aproveitar a nova conjuntura política para contra-atacar com a sua teima de construir a ponte Casabranca-Bastiagueiro. Seguramente confiará no silêncio do BNG, hoje que o tem como sócio de governo e que a organizaçom autonomista nom co-governa em Oleiros. Isso muda muito o panorama, poupando-lhe resistências a Losada.

A escusa para a construcçom desta ponte é, de novo, os problemas com o tráfico rodado que sofre A Corunha, que se veriam aliviados, em teoria, habilitando umha nova saida da cidade.

NÓS-UP sempre denunciou que a habilitaçom de novos viais como soluçom aos problemas de tráfico, tinha umha continuidade curta como tal. Sempre defendimos o potenciamento do transporte público, precisamente para, entre outras cousas, reduzir a alta densidade do tráfico no interior e nas saidas da cidade e evitar assim as graves conseqüências que isto tem associadas.

A ponte Casabranca-Bastiagueiro, à parte de ser umha teima que o alcaide da Corunha quer fazer realidade de maneira unilateral, sem contar com a conformidade do governo local de Oleiros, só se entende como umha infraestrutura ao serviço das urbanizaçons de luxo que em breves medrarám sobre o actual porto e a zona de Oça. Nom podemos, portanto, apoiar esta obra e, de facto, rejeitamo-la como parte que é da megalómana reforma da cidade que se está a acometer.

Como a maioria das entidades sociais da comarca, apoiamos, em caso de que for inavitável umha nova obra, a construçom de umha nova faixa de rodagem sobre a Passagem e, em todo o caso, como alternativa prioritária, o potenciamento de alternativas colectivas ao transporte particular. O transporte marítimo poderia jogar um papel importante aquí: um serviço de lanchas a Santa Cristina e/ou Santa Cruz seria bem mais preferível do que a construçom de umha nova faixa de rodagem, e, com certeza, do que a construçom de umha ponte, possibilidade que nos parece fora de lugar.

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