Um galego no Império Pequeno

Além da linha inimiga

March 9th, 2008 at 1:30 pm

A desembocadura do Ulha soportará três piares para o viaduto do TAV

ImageComo dixo um alto cargo espanhol, “para a Galiza começa a legislatura do TAV”. Com efeito, os três grandes partidos apretam já os prazos para executar um novo atentado ambiental, que nesta ocasiom vai directamente contra os petos da gente humilde, que fica sem comboio acessível. Hoje tivemos notícia de que o tramo que passa por Catoira e Rianjo já se constrói sem estudos de impacto ambiental.

O conselho de ministros autoriza fomento a começar as obras do viaduto do Ulha. Erguerá-se umha grande ponte de mais dum quilómetro e médio durante quase quatro anos. O projecto incial previa um menor impacto, já que ia carecer de apoios sobre o rio. Agora, os técnicos dam marcha atrás e falam de três piares.

Ignoram movimento popular.

A decisom é umha negativa rotunda a escuitar o movimento popular. Os mariscadores e os ecologistas temem que os piares modifiquem as correntes numha zona tam sensível; os comuneiros de Catoira pedírom que a ponte nom furasse com túneis zonas do povo, e o concelho pediu que se salvasse a lagoa de Pedras Miúdas. A resposta: o silêncio.

Isso si, os responsáveis espanhóis dizem que “embelecerám a paisagem” integrando a ponte no contorno.

Críticas tímidas.

A Galiza começa a mexer-se contra o TAV, sobretodo graças aos seus danificados directos. Vizinhança de Cambre, trabalhadores de Serrabal e colectivos de Catoira já preparam a resposta. Porém, como acontece nos últimos tempos, poucos se atrevem a umha crítica radical do projecto, limitando-se apenas a adiar o debate com os “cámbios de traçado”. Colectivos como o Grupo de Agitaçom Social (GAS) de Vigo si estám a denunciar em profundidade o que supom a alta velocidade ferroviária.

Fonte: GalizaLivre.org

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