Um galego no Império Pequeno

Além da linha inimiga

August 21st, 2008 at 11:28 am

Flash, umha alternativa ao disco rígido

Existem dous tipos de dispositivos de armazenamento: os que falharom já e os que estam a piques de falhar. Esta é a opiniom generalizada nos centros de dados, no que estes dispositivos mecânicos chamam-se tradicionalmente de “ferralha giratória”. Todos os discos estam condenados a estragar-se, e, quanto mais baratos, menos tardam em fazê-lo.

No caso dum portátil dum usuário normal, com umha frequência meia de erro de umha vez cada cinco anos, pode ser suficiente fazer umha cópia de segurança de vez em quando. Mas ao falarmos dumha empresa meia dotada de centos, milhares ou incluso centos de milhares de unidades de disco individuais, os erros ocorrem todos os das, quando nom cada hora. Os dispositivos mecânicos falham.

E os falhos vam ligados às perdas de dados. Utilizar discos rígidos comerciais para poupar à sua empresa 500.000 euros pode ser umha falsa poupança se resulta penalizada com 50.000.000 por incumprir as normativas de retençom de dados. Bem sejam transacções bursátiles, imagens de diagnóstico ou longa-metragens; alguns dados tenhem que ser perfeitos, sem um decimal nem um pixel fora de sitio.

É por isto que os ambientes de servidor se baseiam numha premissa simples mas radical: um sistema fiável está formado por partes susceptíveis de falhar. Para dar soluçom a isto é que existem diversos sistemas: RAID, volume manager, mirroring de discos, sistemas de backup…

Mas agora temos um naipe novo na mesa, um elemento de uso comum nas placas de memória de telemóveis, reprodutores mp3 ou câmaras digitais: a memoria Flash. Esta memória é muito rápida no momento de ler e escrever dados, ao igual que a DRAM (os chips de memória utilizado pelos computadores pessoais). Ainda que o seu preço está aproximadamente entre a memoria DRAM e os discos rígidos convencionais, a principal vantagem da memoria Flash é que nom precisa electricidade para conservar os dados. E se temos em conta o aumento constante do preço da electricidade em todo o mundo, manter 10.000 discos girando com umha alta taxa de revoluções por minuto, o recibo da luz do centro de dados chegará a superar o gasto da infraestrutura de armazenamento. A energia acabou por ser o factor determinante na toma de decisões da adquisiçom de hardware a grande escala, e a tecnologia Flash pode ser umha revoluçom no sector.

Os motivos que impedirom o uso da memória Flash na empresa até o agora som dous.

O principal, o preço. O gigabyte de memória Flash é mais caro que o de disco rígido. Mas tendo em conta o aumento continuo do preço da electricidade (e a baixada no preço da memória Flash), o preço relativo deste tipo de memória por gigabyte disponível está a melhorar rápidamente. Como já digem, os discos rígidos precisam eléctricidade para estar disponíveis. Aliás, ainda que um gigabyte de disco mecânico seja mais barato que um de memória Flash, a velocidade de leitura e escritura da segunda é, como mínimo, dez vezes superior, pelo que o preço por gigabyte servido é excepcionalmente baixo.

Mas a verdadeira revoluçom nom é a introduçom de Flash como mais um nível de armazenamento no centro de dados, isto só seria adicionar gastos e novos problemas para os administradores. A verdadeira transformaçom do sector, a incorporaçom de Flash teria que resultar totalmente transparente aos usuários e aos trabalhadores de IT, sem gastos operativos nem de migraçom adicionais. Aumentar a memória Flash deverá ser como adicionar módulos de DRAM aumentando a capacidade, mas nom os trabalhos de administraçom. Ao tempo que a velocidade dos nosos sistemas de armazenamento e servidores aumentará de forma espectacular sem cambiar de CPU.

Estes som alguns dos motivos que permite estarmos entusiasmados com as possibilidades de Flash: o preço por gigabyte disponível (o gasto operativo total do armazenamento) cai em picado ao introduzir Flash na ecuaçom, especialmente em aplicações de rendimento intensivo (como MySQL, Postgres, Oracle ou SQL Server). Com um desenho de sistemas apropriado, a memória Flash tem potencial suficiente para melhorar de forma espectacular os aspectos económicos e de rendimento.

Já há fabricantes que estam integrando Flash (e outra série de melhoras adicionais) nos seus servidores para atingir um alto rendimento, baixo consumo energético, armazenamento para uso geral e aplicações de servidor, com o fim de acelerar qualquer software a um preço muito inferior ao de outras soluções hardware.

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