Archive for Março, 2009

Estado espanhol impom-nos o seu fuso horário

Posted in Repressom on Março 28th, 2009

Artigo de Primeira Linha.

Duas vezes por ano, o Estado espanhol marca mudanças importantes nos ritmos biológicos da populaçom galega, acrescentadas à permanente disfunçom horária que nos situa, por razons de Estado, fora do fuso horário próprio. Nesta madrugada toca adiantarmos os relógios umha hora, acrescentada à hora de adianto que a Galiza arrasta todo o ano “por decreto”.

Os interesses económicos do grande capital e a unidade da “indivisível pátria comum” combinam-se no caso galego para um desfasamento permanente que nos afasta do horário solar que nos é próprio, e que partilhamos com a Irlanda, Portugal e as Ilhas Canárias. O reconhecimento dessa realidade objectiva por parte do Estado espanhol seria, supomos, inconveniente para os interesses “comuns”, ao sermos o único território peninsular sob administraçom espanhola que deveria ter hora oficial diferenciada.

Quer dizer, aqueles que dim ser contra as imposiçons identitárias, lingüísticas e do reconhecimento de direitos colectivos, imponhem a ditadura horária em nome da unidade jurídico-política, contra o critério objectivo que marca a hora solar própria da Galiza.

Nom poucos especialistas tenhem assinalado os problemas ocasionados polo desfasamento horário imposto ao nosso país, em forma de desordens psicológicas, depressons, fadigas, violência e acidentes de tránsito, entre outras conseqüências negativas da imposiçom de umha hora “comum” por imperativo espanhol.

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Galiza na ocupaçom napoleónica: um Estado independente durante cinco anos

Posted in Autodeterminaçom on Março 26th, 2009

“Com a ocupaçom napoleónica na península fomos na realidade um Estado independente durante cinco anos”

ImageTrás tantos anos de dominaçom espanhola, poucos galegos e galegas acreditam facilmente numha outra história que tivo o nosso país, essa na que somos o primeiro reino da Europa que se liberta do Império Romano, ou na que somos o primeiro povo que se independiza em todo o continente da ocupaçom napoleónica.

O Atlas histórico da Galiza, elaborado por José Manuel Barbosa Alvares e José Manuel Gonçales Ribeira, pretende subsanar esta eiva na imagem que, como povo, a Galiza tem de si própria. Nesta ocasiom falamos com J. M. Barbosa, que se encargou dos textos do atlas.

 
O Atlas histórico da Galiza nasceu, se nom me equivoco, da sua experiência nas aulas galegas, quando dous alunos ficavam abraiados ao ouvirem umha outra história da Galiza que lhes parecia inverosímil. Nom é ainda essa a reacçom da maioria da gente quando ouve falar de cousas como um "Reino galego"?

Sem qualquer dúvida. A gente do nosso país nom só ignora, mas desconhece totalmente qualquer elemento da memória histórica que nos envolve. Eu sempre digo que os dous piares mais importantes da consciência nacional som dous: a História que nos dá o conhecimento do passado para compreendermos o presente e podermos escolher livremente o nosso futuro; e a língua, elemento nom só identitário mas também elemento que nos da conhecimento da família humana na qual estamos inseridos. Ambos ligam-nos fortemente com muitos países do mundo que históricamente som "galegos".

O desconhecimento desses dous elementos fai com que os galegos estejamos despistados a respeito de nós próprios e que nos seja difícil sair do atoleiro político, cultural, linguístico, económico, social, no que nos mexemos. Sem consciência nom há futuro.

Quem nos nega o auto-reconhecimento sabe bem o que fai.

Se você tiver que escolher alguns acontecimentos históricos especialmente esplendorosos -e também silenciados- do nosso povo, quais seriam?

A importância do Gallaeciense Regnum surgido em 411 como primeiro reino da Europa livre do Império Romano. O primeiro Estado do continente; Salientaria também a identidade galega ou galaica, se quigermos, do Christianorum Regnum medieval que a historiografia castelhanista identifica com Astúrias, Leom ou às vezes Castela e o seu protagonismo no medievo peninsular; O interessantíssimo episódio da uniom com Portugal no século XIV da mão do Rei Fernando I de Portugal e V da Galiza; A ideia de que tanto o Estado Português como o espanhol teem raizes originárias galaicas; O protagonismo do Reino da Galiza durante a ocupaçom napoleónica da península. Fomos na realidade um Estado independente durante cinco anos, com governo, fazenda, com relacionamento com países do exterior como o Reino Unido e fomos o primeiro território nom só da península em vermo-nos livre dos invasores, mas o primeiro da Europa... e ainda há mais eventos mas por enquanto podemos ficar com esses.

Os e as historiadoras mais actuais dos nacionalismos reconhecem a importância que tenhem os mapas para a identidade nacional, já que funcionam como um "logo". Vocês dérom-lhe muita importância a isto no livro. Como evolucionou a "territorialidade" galega?

A evoluçom da territorialidade galega foi a dum país que nasceu com a vocaçom de Império e que foi declinando polos seus próprios conflitos internos. A ideia da península unificada foi antes do que qualquer outra, umha ideia galega. Essa ideia foi aproveitada por Castela que de começo fazia parte do mesmo reino, estava incluída no Gallaeciense Regnum medieval e finalmente foi ela quem unificou a maior parte da mesma sob o nome de Espanha. O apagamento do nome da Galiza da história oficial espanhola explica-se por sermos o elemento político a vencer. Assim, hoje o velho reino de Toledo é denominado de "Castela" a Mancha ou antes "Castela" a nova. Laim Entralgo no seu livro "A que llamamos España" diz que Andaluzia é "Castela" a novíssima... Que diriamos se em vez disso chamassemos à Estremadura "Galiza a Nova"...

Quero salientar que o nosso pensamento está longe de qualquer matiz que tenha a ver com o imperialismo. Consideramos que um imperialismo galego seria tam nefasto e negativo como o é hoje o imperialismo castelhano mas para nos exprimirmos e para que se nos entenda temos que chamar as cousas polo seu nome.

Umha das épocas nas que mais manipuladora foi a historiografia espanhola é, sem dúvida, na medieval. Que papel tinha a Galiza entom?

Simplesmente a hegemonia da península e isso é tremendamente perigoso para umha historiografia castelhanista que quer assentar um protagonismo inexistente de Castela quando tenciona ocupar toda a Hespéria sob um mesmo projecto político e linguístico.
Imaginemos umha história contada segundo os nossos parámetros. Que podemos pensar que aconteceria na península? Como seriam as tentativas de relacionamento entre as distintas nações e regiões que conformam os dous Estados português e espanhol? Como seria o protagonismo da Galiza dentro desse paradigma?
Entrevista ampliada em GalizaLivre
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Cinema em versom original

Posted in Filmes on Março 26th, 2009

Para os que gostedes da versom original, na Corunha podemos desfrutar dele no "Centro Galego de Artes da Imaxe".

 CGAI

Nom esperedes cinema comercial ou megaproduções de Hollywood, é todo cinema europeio e filmes clásicos; projectam alguns filmes com legendas em castelam e outros em galego :D . O preço é de 1'20€ a entrada geral e 0'60€ com o "Carné Xove", mas tamém há disponíveis abonos de 10 sessões por 9€.

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Once

Posted in Filmes on Março 22nd, 2009

Esta madrugada estivem a ver 'Once', um filme irlandês de 2006; e é que eu sempre ando alguns anos atrás com estas cousas, assim evito ver qualquer porcalhada. O funcionamento é simples, se passado a momento de meter-nos-o-filme-pelos-olhos-a-base-de-marketing nom desapareceu no esquecimento, entom merece a pena vê-lo.

O dito filme é um musical moderno, bastante original a respeito do que tenho visto e no que, a dizer verdade, nom há nengúm aspeito a destacar especialmente mas deixa umha muito boa sensaçom. É um conto de fadas urbano que emociona e do que custa sair após tê-lo visto.

Para quem o queira ver aqui o deixo em emprestimo ;)

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E as legendas em galego e inglês. Eu gosto de ver filmes em inglês com legendas em inglês como apoio, é um bom jeito de fazer ouvido e vocabulário.

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Brno está mais longe

Posted in choutos on Março 20th, 2009

Acouguem, nom é que houbese um movimento de placas tectônicas e a Europa vaia partir. É só que a posibilidade de botar umha tempada na cidade checa é menor.

 

A semana passada recebim umha oferta para umha vaga de administrador de sistemas em dita cidade e esta segunda feira contactarom comigo para me entrevistar via telefónica, em inglês isso sim. Após a entrevista enviarom-me varios documentos com informações da empresa e de Brno, tudo mui bonitinho e tamém uns formularios para preencher com as minhas experiencias e conhecimentos que tinha que encaminhar de volta.

Em quarta feira devia ter recebido umha resposta mas ainda estou a esperar, nom sei de que me surprendo tendo em conta o meu nível de inglês mas algumha esperança havia. Quando menos serviu para me motivar e practicar o meu inglês e tentar a abordagem à Chequia em próximos meses.

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Os novos “supercaciques” provinciais

Posted in Opiniom on Março 5th, 2009

Censuram que o PP venda como "poupança" a criaçom de "supercaciques" provinciais
O Colectivo de Serviço Público Galego analisa que o "delegado provincial único" agacha um projecto de contrapoder ás deputações que nom poupará dinheiro.

Combater o poder que nas províncias da Corunha e Lugo mantenhem socialistas e nacionalistas a través dos pactos de governo nas respectivas deputações seria o objectivo dumha das medidas estrela avançada pelo PPdeG á volta do 1 de Março. Essa é a avaliaçom realizada pelo Colectivo de Serviço Público Galego (CSPG), desde onde qualificam de enganosa a iniciativa anunciada pelos populares. Unha novidade administrativa que mesmo lhe permitiria a maiores ao novo executivo Feijoo ensombrar por exemplo o poder do sector baltarista em Ourense ás portas do próprio processo de renovação a abrir-se nesta baronia popular. "Supercaciques", é a definiçom que o colectivo cidadão lhe outorga aos cargos que sairám desta iniciativa.

Tal e como o PPdeG presenta o projecto, o actual esquema dum delegado de cada umha das conselharias em cada umha das províncias, até um total de 52 delegados provinciais, pasaria a um cenário de só 5 superdelegados, um por província e outro específico para a cidade de Vigo. Cada um deles asumiria a representaçom do conjunto das conselharias em cada umha destas demarcações. Defendem os populares que se trata dumha iniciativa que será exemplo da austeridade prometida para o Governo durante a recente campanha eleitoral.

Na prática, medida irreal "e populista", analiza o CSPG
"Tentam estabelecer um supercacique provincial que se poida imponher e prevalecer sobre os presidentes das deputações", criticam desde o CSPG, usando para esta nova figura de superdelegados que propom o PP os qualificativos alternativos de "mandarins" ou "virreis provinciais". "É um absurdo", debulha Xan Carlos Ansia, vozeiro deste colectivo cidadão, lembrando que na prática o executivo precisará de igual jeito umha estrutura que asuma as funções de gestóm irrenunciáveis do dia a dia. "Vam passar estes cinco senhores toda a manhã asinando papeis", ironiza Ansia, censurando que o PP venda como poupança a suposta supressom de 47 delegados provinciais quando na realidade existirám figuras similares, ja que, evidentemente os superdelegados "nem podem entender de todo, nem gestionar todo". Aventura por isto que serám cargos parecidos com nomes diferentes e nomeados "a dedo".

"É umha nova figura que parece criada coa intençom de despregar umha espécie de deputaçom paralela", di Xan Carlos Ansia. "Que eliminem as deputações se querem, mas ou sobra umha cousa ou outra", sublinha. Segundo a percepçom que o CSPG tem desta medida, estes novos "supercaciques" assumiriam nas súas mãos um inédito poder "mesmo superior a cada um dos conselheiros" e com ampla margem de manobra a nível provincial e perigo -advirtem- de cair em tentações e práticas "clientelares". "Em cada província, as políticas em matéria industrial, laboral, agrícola ou meioambiental, ficam impedidas e mesmo nom natas, dependendo a planificaçom e efectividade da aquiescência do mandarim", denunciam.

"A figura do virrei provincial nom é do século XX, mas do XIX", apontam-lhe aos populares desde a asociaçom. Agoiram que este novo cargo funcionará como instrumento de "substituçom" dos cidadaõs que tenhem como interlocutor a administraçom por administrados condenados a "suplicar ajuda política".

De paso, o Colectivo de Serviço Público Galego, que reúne nom só a funcionários da administraçom pública mas tamém a cidadaõs doutros sectores sociais, aproveita para oferecer-lhe ao próximo presidente da Junta, Alberto Núñez Feijoo, um resumo de ideias concretas e "realmente efectivas" para que cumpra com a promesa de austeridade. Entre outros, proponhem derrogar o polémico plus económico de altos cargos, reducir o número de asesores, reduzir a propaganda institucional, suprimir "chiringuitos" ou "adelgaçar" as assistências técnicas.

Com a escusa da adicaçom exclusiva vamos gastar o que costariam 5 carros coma o de Touriño

A C.I.G.-Autonómica denúncia a pretensom do Partido Popular de Galiza e das afirmações do seu Presidente, quem publicamente manifesta a súa intençom de obrigar a demitir a todas/os parlamentares que sejam nomeadas/os Conselheiras/os.
Isto, na linguagem coloquial significa, “predicar e dar trigo”, isto é, primeiro dizer umha cousa e depois fazer outra muito diferente. Referimo-nos ao gasto que vai suponher que dimitam os/as Conselheiros/as que sejan deputados/as eleitos.
Se temos em conta o que cobra um deputado ao cabo do ano e o comparamos com o que cobra um Conselheiro vamos-nos topar com duplicidade de salários, já que por umha banda cobrará o novo deputado e pela outra o Conselheiro tamém cobrará o seu, chegando a que em 4 anos imos gastar mais de 2´5 milhões de euros em salários de mais. Com a escusa da adicaçom exclusiva imos gastar o que custariam 5 coches coma o de Touriño por beneficiar a algum cargo mais do P.P., isto é poupar?. Ou outro despacho igual para as reuniões do Conselho da Junta.
Por nom falarmos do engano que trai para a cidadania a demissom forçada dumha série de gente pelo único facto de serem nomeados para um cargo e que a conta disto entrem a cobrar durante quatro anos pessoas que nom foram elegidas pelos cidadãos deste País.
Isto é começar com mal pé, promulgando a austeridade por um lado e dobrando, pelo outro, o gasto en salários. Aguardamos e desejamos que se recapacite desde o Partido Popular e nom se leve a cabo este dispéndio do dinheiro público.

Fontes: vieiros.com, cigadmon.org

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Hoje nom tenho ánimo de falar

Posted in Atopado na rede on Março 2nd, 2009

Que falem outros:

- Galiza apartheid

- O Vilas

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