Um galego no Império Pequeno

Além da linha inimiga

March 5th, 2009 at 11:18 am

Os novos “supercaciques” provinciais

in: Opiniom

Censuram que o PP venda como “poupança” a criaçom de “supercaciques” provinciais
O Colectivo de Serviço Público Galego analisa que o “delegado provincial único” agacha um projecto de contrapoder ás deputações que nom poupará dinheiro.

Combater o poder que nas províncias da Corunha e Lugo mantenhem socialistas e nacionalistas a través dos pactos de governo nas respectivas deputações seria o objectivo dumha das medidas estrela avançada pelo PPdeG á volta do 1 de Março. Essa é a avaliaçom realizada pelo Colectivo de Serviço Público Galego (CSPG), desde onde qualificam de enganosa a iniciativa anunciada pelos populares. Unha novidade administrativa que mesmo lhe permitiria a maiores ao novo executivo Feijoo ensombrar por exemplo o poder do sector baltarista em Ourense ás portas do próprio processo de renovação a abrir-se nesta baronia popular. “Supercaciques”, é a definiçom que o colectivo cidadão lhe outorga aos cargos que sairám desta iniciativa.

Tal e como o PPdeG presenta o projecto, o actual esquema dum delegado de cada umha das conselharias em cada umha das províncias, até um total de 52 delegados provinciais, pasaria a um cenário de só 5 superdelegados, um por província e outro específico para a cidade de Vigo. Cada um deles asumiria a representaçom do conjunto das conselharias em cada umha destas demarcações. Defendem os populares que se trata dumha iniciativa que será exemplo da austeridade prometida para o Governo durante a recente campanha eleitoral.

Na prática, medida irreal “e populista”, analiza o CSPG
“Tentam estabelecer um supercacique provincial que se poida imponher e prevalecer sobre os presidentes das deputações”, criticam desde o CSPG, usando para esta nova figura de superdelegados que propom o PP os qualificativos alternativos de “mandarins” ou “virreis provinciais”. “É um absurdo”, debulha Xan Carlos Ansia, vozeiro deste colectivo cidadão, lembrando que na prática o executivo precisará de igual jeito umha estrutura que asuma as funções de gestóm irrenunciáveis do dia a dia. “Vam passar estes cinco senhores toda a manhã asinando papeis”, ironiza Ansia, censurando que o PP venda como poupança a suposta supressom de 47 delegados provinciais quando na realidade existirám figuras similares, ja que, evidentemente os superdelegados “nem podem entender de todo, nem gestionar todo”. Aventura por isto que serám cargos parecidos com nomes diferentes e nomeados “a dedo”.

“É umha nova figura que parece criada coa intençom de despregar umha espécie de deputaçom paralela”, di Xan Carlos Ansia. “Que eliminem as deputações se querem, mas ou sobra umha cousa ou outra”, sublinha. Segundo a percepçom que o CSPG tem desta medida, estes novos “supercaciques” assumiriam nas súas mãos um inédito poder “mesmo superior a cada um dos conselheiros” e com ampla margem de manobra a nível provincial e perigo -advirtem- de cair em tentações e práticas “clientelares”. “Em cada província, as políticas em matéria industrial, laboral, agrícola ou meioambiental, ficam impedidas e mesmo nom natas, dependendo a planificaçom e efectividade da aquiescência do mandarim”, denunciam.

“A figura do virrei provincial nom é do século XX, mas do XIX”, apontam-lhe aos populares desde a asociaçom. Agoiram que este novo cargo funcionará como instrumento de “substituçom” dos cidadaõs que tenhem como interlocutor a administraçom por administrados condenados a “suplicar ajuda política”.

De paso, o Colectivo de Serviço Público Galego, que reúne nom só a funcionários da administraçom pública mas tamém a cidadaõs doutros sectores sociais, aproveita para oferecer-lhe ao próximo presidente da Junta, Alberto Núñez Feijoo, um resumo de ideias concretas e “realmente efectivas” para que cumpra com a promesa de austeridade. Entre outros, proponhem derrogar o polémico plus económico de altos cargos, reducir o número de asesores, reduzir a propaganda institucional, suprimir “chiringuitos” ou “adelgaçar” as assistências técnicas.

Com a escusa da adicaçom exclusiva vamos gastar o que costariam 5 carros coma o de Touriño

A C.I.G.-Autonómica denúncia a pretensom do Partido Popular de Galiza e das afirmações do seu Presidente, quem publicamente manifesta a súa intençom de obrigar a demitir a todas/os parlamentares que sejam nomeadas/os Conselheiras/os.
Isto, na linguagem coloquial significa, “predicar e dar trigo”, isto é, primeiro dizer umha cousa e depois fazer outra muito diferente. Referimo-nos ao gasto que vai suponher que dimitam os/as Conselheiros/as que sejan deputados/as eleitos.
Se temos em conta o que cobra um deputado ao cabo do ano e o comparamos com o que cobra um Conselheiro vamos-nos topar com duplicidade de salários, já que por umha banda cobrará o novo deputado e pela outra o Conselheiro tamém cobrará o seu, chegando a que em 4 anos imos gastar mais de 2´5 milhões de euros em salários de mais. Com a escusa da adicaçom exclusiva imos gastar o que custariam 5 coches coma o de Touriño por beneficiar a algum cargo mais do P.P., isto é poupar?. Ou outro despacho igual para as reuniões do Conselho da Junta.
Por nom falarmos do engano que trai para a cidadania a demissom forçada dumha série de gente pelo único facto de serem nomeados para um cargo e que a conta disto entrem a cobrar durante quatro anos pessoas que nom foram elegidas pelos cidadãos deste País.
Isto é começar com mal pé, promulgando a austeridade por um lado e dobrando, pelo outro, o gasto en salários. Aguardamos e desejamos que se recapacite desde o Partido Popular e nom se leve a cabo este dispéndio do dinheiro público.

Fontes: vieiros.com, cigadmon.org

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