Um galego no Império Pequeno

Além da linha inimiga

February 28th, 2012 at 2:49 pm

Além dos meus límites

in: Running

Era dia de descanso segundo o plano de treinamento que tomei emprestado, mas tinha ganhas de fazer uns quilómetros, realmente devecia por calçar os ténis e botar a correr.

Mália todo sei controlar-me e começo de vagar, a um ritmo suave ainda que constante vão caindo os quilómetros e esses primeiros minutos que tanto me custam normalmente nom se me fazem duros, pela contra vou desfrutando do caminho. Até risco metros percorrendo pequenos caminhos, afastando-me da via principal e voltando a esta de novo. A temperatura é perfeita e as pernas nom se queixam, a minha respiração nom é forçada e até sinto que posso ir mais rápido, mas mantenho o ritmo.

Algo que me está a surpreender é a capacidade que estão a ter as minhas pernas para absorver a quilometragem sem se queixarem. Sigo a defender que os estiramentos antes do exercício nom servem para nada, nom assim depois, por muito que mo discuta o meu amigo Santi. Ao final suponho que mal nom lhe vai fazer ainda que nom lhe faça nada, a ele vai-lhe bem à sua maneira e a mim à minha.

Saber reservar-se é umha das chaves nas carreiras de longa distância, ao princípio vas bem e com forças, as pernas nom pesam e tens a tentação de aumentar a velocidade para ir descontando quilómetros e fazer um melhor tempo, mas de um momento para outro ficas sem fôlegos e queres até abandonar.

Passo o Zoo e viro à esquerda sobre a ponte recreando-me nas trilhas, estes meus ténis nom estão feitos para correr pelo monte mas vam mui bem nos caminhos de terra. Volto ao asfalto e enfio cara o caminho dos castinheiros onde coincido com umha moreia de corredores e ciclistas, caminho habitual que leva direitinho ao Lago. É um gosto correr à beira da auga, a frescura do ar e o cheiro nom são os do mar mas agradecem-se e fazem mais leve a corrida. Percorro parte da ribeira e sigo o sinal rotulado com “Príncipe Pío”; este é um novo caminho para mim que, segundo estivem a ver no mapa, nom é mui longo e chega ao rio Manzanares justo na entrada do “Campo del Moro”. Pequena baixada na que quase são atropelado por um ciclista que ia a todo filispim, avanço e já visualizo a novo passeio que fizeram na beira do rio. Desfruto do momento porque nunca tão longe chegara nos treinos anteriores, estou em pleno centro da cidade; cruzo o rio,  subo a costa até a Glorieta de San Vicente, baixo-a outra vez, percorro uns metros ao longo do rio até atopar outra ponte e volto ao margem oeste para buscar o caminho de volta ao Lago.


View 27/02/12 in a larger map

Agora falta rodear o lago inteiro e desfazer todo o caminho mas tento nom pensar nisso, simplesmente desfrutar do feito de correr. Porque agora desfruto correndo, é um desporto difícil ao princípio porque a cabeça pode mais que o corpo e sempre pede parar, no início só sofres e cada minuto correndo é como um castigo; mas quando podes passar bem da meia hora já é outra cousa. Por nom falarmos do calçado, eu sempre corria com qualquer sapatilha desportiva sem me preocupar muito, com que nom me manca-se estava bem, mas provai uns ténis de running e já nom ides querer correr com outra cousa mais na vida.

Remato a volta e vejo umha fonte: auga, isso é o que necessito. Abro a bilha e nada, obrigado Murphy! Há que seguir correndo.

Desfaço o percorrido pelos mesmos sítios que já passara, as pernas pesam mais nom tenho moléstias e vou sobrado de fôlegos. Chega o momento mais delicado com umha pendente mui pronunciada que subo de vagar para nom ficar esgotado mas sem parar, estou arriba; cem metros mais e estarei na ponte sobre a A5, quase onde comecei.

Feito, missão cumprida, mas sei que posso continuar e deixo-me levar pela ciclovia até o parque ao que decido dar umha volta completa e finalizar assim o treino de hoje. Em resumo foram 19,06 Km em 1h 52min, novo recorde pessoal.

E para acabar de melhorar o dia encontro-me com um novo contributo de 15£ ao chegar a casa.

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