Archive for the 'Portugaliza' Category

A Banda de Poi - Mor (2005)

Posted in Língua, Músicas, Portugaliza on February 13th, 2008

Hoje imos cambiar um pouco de estilo e escuitar o primeiro e único álbum da desaparecida Banda de Poi.

Gostei muito de 'Mor' e aguardava impaciente um novo trabalho mas desaparecerom antes de isto acontecer. O motivo foi que um dos componhentes, Anjo Maciel, estafou ao resto. Ele era o administrador único e ficou com o dinheiro das actuações, orçamento para videoclips, etc.

A Banda de Poi

Depois disto a banda incorporou um novo guitarrista (Hugo Leão) para substituir a Anjo e cumprir todos os concertos pendentes, seguirom adiante com o trabalho algum tempo mas os constantes ataques e intentos de sabotagem de Maciel figerom tomar a decissom de disolver a banda.

Actualmente Tonhito e outros dous ex-componhentes da Banda de Poi estám noutro projecto: Rasa Loba.

Mor (2005):

01. Prisciliano >
02. O Pirata >
03. O Jogo >
04. Mai >
05. Fuckin' Ship >
06. Welcome to Spain >
07. Murphy >
08. Um Beijo >
09. Kommies >
10. O Mapa do Tesouro >
11. Mentira >
12. Murphinho >

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O BNG reclamará o sinal das TV portuguesas na Galiza

Posted in Língua, Portugaliza, TV on December 10th, 2007

O deputado do BNG em Madrid, Francisco Rodriguez, solicitará ao Governo da Espanha um novo multiplex digital que permita a emissom na Galiza dos canais portugueses de televisom.

A questom será debatida no Pleno da vindoura quarta feira, onde o deputado galego defenderá umha proposta nom de lei perante o presidente espanhol Rodriguez Zapatero.

Este s�tio apoia a iniciativa da Plataforma para a Recepçom das Televisões e Rádios Portuguesas na Galiza

A notícia foi recolhida por diversos média e colectivos galegos: Movimento Defesa da Língua, Chuza!, Galicia-Hoxe. E também a resposta da Plataforma para a Recepçom das Televisões e Rádios Portuguesas na Galiza: Portal Galego da Língua, Movimento Defesa da Língua.

Chuzame! chúzame -

Francisco Sampaio, presidente da Região de Turismo do Alto Minho, afirma-se galego

Posted in Portugaliza on March 27th, 2007

Francisco Sampaio Realizou estas afimações numa entrevista publicada na revista NS o passado sábado 23

PGL-Portugal.- Saiu no passado sábado, na revista NS, revista/suplemento semanal gratuito, do Jornal de Notícias e do Diário de Notícias, um artigo sobre Francisco Sampaio, presidente da Região de Turismo do Alto Minho, intitulado «O Fidalgo do Minho». Até aqui nada seria especial, porque Francisco Sampaio é uma figura mediática, com frequentes aparições em programas de rádio, TV ou artigos de jornais e revistas, de nível nacional e mesmo internacional. Agora, a revelação da sua identidade «galega» é-o. [+...]

Algumas das suas afirmações neste artigo, numa revista que deve ser das de maior tiragem a nível nacional (fruto de ter a sua distribuição associada aos gigantes JN e DN), são excepcionais e até mesmo históricas. Pensamos que é a primeira vez que uma figura pública do norte, que navega entre os mares da política nacional e da cultura, as fez.

Transcrevemos abaixo algumas delas (apresentamos abaixo cópia integral do artigo, em pdf, para descarga):

«Francisco José Torres Sampaio, 70 anos, define-se galego. Para ele, a fronteira norte de Portugal é um acaso político». «Portugal nasceu aqui e é preciso que tenhamos brio nisso». Salientamos que Francisco Sampaio é natural de Braga, mas está há muitos anos ligado a Viana do Castelo, vivendo actualmente em Vila Praia de Âncora. É licenciado em Ciências Históricas pela Universidade do Porto e tem uma pós-graduação em Direcção de Empresas pela Universidade de Navarra.

«Se somarmos os galegos aos três milhões de portugueses do Norte, já somos sete milhões». disse, exemplificando assim as potencialidades do mercado turístico conjunto, do noroeste peninsular.

«Sou galego, do rio Douro para baixo são mouros». Abraça o jornalista, afável, depois da tirada. Quando sabe que ele nasceu em Braga, vindo de Lisboa para o entrevistar, e que o fotógrafo subiu do Porto para o retratar, matiza o discurso e ironiza: «Mouros, são do Cávado para baixo. O Porto ...».

De 'galegos' e 'mouros'

Da leitura, do acima exposto, devemos compreender o sentido que Francisco Sampaio deu às suas afirmações. Podemos notar claramente que Francisco Sampaio as faz num sentido jucoso, brincalhão, tão frequente entre as gentes do norte, provocando o entrevistador. Nada mais.

Mas aqui também devemos explicar o sentido de «galegos» vs «mouros».

Assim, e considerando que estas afirmações dentro do contexto, revelam que Francisco Sampaio se afirma conscientemente como pertencente a uma outra identidade cultural, a dos «galegos», que se contrapõe a uma outra, aos «outros», aos «mouros», isto sem sentido xenófobo ou racista, usando simplesmente esse nome para a identidade de um outro grupo, a que se poderá dar outros nomes, como «lusitanos».

No norte, a definição de «mouros» é usada principalmente como provocação para com o outro grupo, salientado a diferença e uma identidade cultural diferente da destes. No centro/sul, também denominam os do norte como «galegos», sempre sem o referido conteúdo xenófobo, mas sim simplesmente como identificação, desse outro grupo cultural diferente do deles.

Assim, consideramos que Francisco Sampaio brinca com os «mouros», mas não com a sua identidade galega. Afirma-a claramente neste artigo. E é isto que consideramos, simplesmente, como histórico. Será que algo está a mudar nesta beira do Minho?

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Da Gardunha à Corunha

Posted in Língua, Portugaliza on February 23rd, 2007

Via Toponímia Galego-Portuguesa e Brasileira

Tenho evitado falar da Corunha, tantas e tão contraditórias são as hipóteses etimológicas para a capital provincial galega cujo nome é, seguramente, o mais antigo das quatro. e tamém não será desta vez que trato do assunto como deve de ser. mas, numa nova visita à Cova da Beira, vim cos ouvidos de dentro a ressoar -unha", "-unha", "Gardunha", "Corunha". que é que querem? uma cousa alembra a outra...

esta terminação ou sufixo "unha" (ou "uña", se quiserem - pra mim é igual) é muito rara na Toponímia galego-portuguesa e tem o condão de parecer acentuar a altitude do lugar. é pré-indo-europeia, talvez da família do actual euskera.

quer dizer que estaríamos na presença de dois orónimos, em que "Cor-","Cr-" apontaria para a presença de um núcleo populacional amuralhado no alto de um monte (é o caso d'A Corunha, ou d'A Crunha) e "Gard-" apontaria para a ideia de "Vigia", "Vela", "Aveleira" (é o caso da Gardunha).

deixo esta nota aqui, para cá voltar cando me pete.

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